sexta-feira, 20 de maio de 2016

CAMINHOS

Caminhos (Raul Seixas e Paulo Coelho)

 Você me pergunta
Aonde eu quero chegar
 Se há tantos caminhos na vida
 E pouca esperança no ar
 E até a gaivota que voa 
Já tem seu caminho no ar 
O caminho do fogo é a água 
O caminho do barco é o porto 
O do sangue é o chicote 
 O caminho do reto é o torto
 O caminho do bruxo é a nuvem
 O da nuvem é o espaço 
O da luz é o túnel
 O caminho da fera é o laço 
 O caminho da mão é o punhal 
O do santo é o deserto
 O do carro é o sinal 
O do errado é o certo
 O caminho do verde é o cinzento 
O do amor é o destino 
O do cesto é o cento 
 O caminho do velho é o menino 
O da água é a sede 
O caminho do frio é o inverno
 O do peixe é a rede 
O do vil é o inferno 
 O caminho do risco é o sucesso 
O do acaso é a sorte
 O da dor é o amigo
 O caminho da vida é a morte! 
 “E você ainda me pergunta:
 aonde é que eu quero chegar, 
se há tantos caminhos na vida e pouquíssima esperança no ar!
 E até a gaivota que voa já tem seu caminho no ar!”

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